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Está tão difícil sabe? A cada dia que se passa eu sinto que estou caminhando sozinha. Já não consigo mais descrever o que eu tenho sentido, me enrolo com as palavras. Eu não vejo mais ninguém do meu lado. É como se todos tivessem desistido de mim. E isso dói muito. Eu já não aguento mais ter que carregar tudo sozinha. Andei muito tempo assim. Mas agora não dá mais.
Kiss me hard before you go...
Quem me dera poder concertar tudo o que eu fiz.
- Los Hermanos. (via v0ceeumapartedemim)
Está tão difícil sabe? A cada dia que se passa eu sinto que estou caminhando sozinha. Já não consigo mais descrever o que eu tenho sentido, me enrolo com as palavras. Eu não vejo mais ninguém do meu lado. É como se todos tivessem desistido de mim. E isso dói muito. Eu já não aguento mais ter que carregar tudo sozinha. Andei muito tempo assim. Mas agora não dá mais. Eu queria desistir de tudo. Meu coração não aguenta mais ser machucado, eu não aguento mais levar socos no estômago, e tapas na cara. Mas, alguma voz na minha mente repete para mim todos dias: Aguente só mais um dia, só mais um… E assim eu tenho feito. Só não sei por quanto tempo mais.
- Entocou.  (via errografia)
Eu sou assim, meio lá, meu cá. Cheia de palavras entaladas, cheia de sonhos não alcançados, cheia de vontades malucas e sem coesão. Sou estranha, sem jeito, lerda, com inúmeros defeitos. Mas com um coração bobo que sempre ama outra vez. Falo pouco o que sinto, tenho medo, a garganta aperta, gaguejo e soou frio, porém eu sinto muito, mais do que deveria. Me importo além do limite, tenho uma visão exagerada das coisas e torno muitas vezes o problema maior do que ele é. Sou chata quando devo ser, sou legal pra quem quer me conhecer, sou um ponto de interrogação pra quem me vê somente por fora, contudo aqui dentro guardam mistérios que ninguém teve a curiosidade de desvendar. São em poucas pessoas que confio, não dou meu voto pra qualquer um. Sou insegura, até demais. Volto pra saber se apaguei a luz da cozinha, se fechei a porta ou se esqueci de algo importante. Sou romântica, e muito. Acho lindo serenata na janela, amor a moda antiga, paixão que acelera o coração e faz a noite virar dia. Mas odeio nhenhenhe, muito grude, coisa muito melosa. De vez em quando é até bom, e não sempre. Adoro sorrisos de todos os tipos, apesar de chorar mares quando deveria ser forte. Sou sensível a cada toque, palavras mal ditas me desmontam e podem acabar com meu dia. Às vezes bate aquela solidão, e me sinto pequena diante de tantas coisas. Contudo eu olho para Deus, e percebo que jamais estarei só. Tenho medo que fiquem perto demais e enjoem, que se afastem demais e esqueçam. Tenho medo de amar e de não amar. Sou cheia de medos, dá pra ver na cara. Mas tenho coragem pra almejar o impossível, poucas pessoas sonham alto. E eu vou além do céu. Não gosto de magoar ninguém, procuro ter cautela com as palavras, penso, penso e penso, mas acabo não falando nada. Minha mente é uma caixa de velharias bagunçada. Cheia de cartas não entregues, de álbuns não completos e de livros não lidos. É uma conta de matemática que acaba num um, no dois e no três, mas não acaba no zero, nunca dá exata. Porque eu insisto em colocar vírgulas onde deveria estar um ponto final. Eu procuro, mas nunca acabo achando realmente o que quero. Fico em silêncio quando deveria falar, e grito quando deveria me calar. Sou boa, e má. Estou onde quero estar. Sou desse jeito, às vezes eu nem gosto de ser assim. Mas eu sou, um milhão de vezes. Infinitamente sou.
- Mila, fixar-se  (via florindo-me)
O copo vazio, o corpo cheio, o coração indeciso, a coragem, o devaneio. A descoberta parada, a saudade calada, a esperança cansada e a vontade de ser amado. O medo de perder, a angustia de esquecer, a incoerência de não ver, a desventura de não ter. Os beijos roubados, os abraços dados, corações apertados, delírios evaporados. Os gritos roucos, os desejos loucos, a verdade de poucos e a mentira de outros. O copo encheu-se, o corpo perdeu-se, o medo esqueceu-se e a mentira abandonou-se. Caindo, caindo, caindo… Deixando-me pouco a pouco, matando-me muito a muito. Esquece-me, porque de mim já não lembro mais.
- Cinzentos. (via errografia)

© Cereja do Sundae